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Venâncio Mondlane Proclama-se Presidente Eleito pelo Povo Moçambicano

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"Eu, Venâncio Mondlane, presidente eleito pelo povo moçambicano, não pelo Conselho Constitucional, não pela CNE, mas pela vontade genuína do povo, juro pela minha honra servir a pátria moçambicana e aos moçambicanos. Juro pela minha honra respeitar a Constituição e as leis, usar todas as minhas energias físicas, psicológicas, intelectuais e até emocionais em benefício desta terra, para que em 5 ou 10 anos se torne uma das maiores nações do mundo. Digo tudo isso na qualidade de presidente eleito pelo povo moçambicano."

Em um discurso marcante e cheio de simbolismo, Venâncio Mondlane declarou-se como presidente eleito pelo povo moçambicano, rejeitando os resultados oficiais das eleições de 2024. Com uma Bíblia na mão, ele fez um juramento solene, afirmando:

"Eu, Venâncio Mondlane, presidente eleito pelo povo moçambicano, não pelo Conselho Constitucional, não pela CNE, mas pela vontade genuína do povo, juro pela minha honra servir a pátria moçambicana e aos moçambicanos. Juro pela minha honra respeitar a Constituição e as leis, usar todas as minhas energias físicas, psicológicas, intelectuais e até emocionais em benefício desta terra, para que em 5 ou 10 anos se torne uma das maiores nações do mundo. Digo tudo isso na qualidade de presidente eleito pelo povo moçambicano."

Durante o discurso, Mondlane apresentou quatro razões centrais para sua volta ao país. Primeiro, refutar a narrativa de que sua ausência inviabilizava um diálogo directo com ele. Segundo, testemunhar a alegada repressão sofrida por seus apoiantes, incluindo relatos de sequestros, execuções e descobertas de valas comuns. Terceiro, mostrar-se disponível para enfrentar acusações criminais atribuídas a ele, que muitos apontavam como justificativa para sua ausência. Por fim, reforçou o compromisso de ser um "agente activo" no debate de políticas e agendas de desenvolvimento para Moçambique, assumindo os riscos que isso acarreta.

Ao ser questionado sobre os resultados eleitorais, Mondlane foi categórico: “Não estou disposto a aceitar resultados fraudulentos. A única função que estou disposto a assumir é a de lutar pelo povo”. Ele reforçou que sua prioridade é defender os interesses dos moçambicanos, especialmente em um cenário que descreveu como de "chacina silenciosa".

A autoproclamação de Mondlane ocorre em um momento de intensas manifestações no país, marcadas por confrontos entre civis e forças de segurança. As manifestações resultaram em quase 300 mortos e 600 feridos, segundo organizações da sociedade civil. Infraestruturas públicas foram vandalizadas, agências bancárias destruídas, estabelecimentos comerciais saqueados e fronteiras estratégicas encerradas, incluindo a importante passagem de Ressano Garcia, principal ligação com a África do Sul. A postura de Mondlane intensifica o debate sobre legitimidade eleitoral e abre um novo capítulo de incertezas políticas para Moçambique.

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