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SADC Envia Painel de Anciãos para Lidar com Crise Pós-Eleitoral em Moçambique

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A Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) decidiu enviar o seu Painel de Anciãos a Moçambique, em resposta à crescente instabilidade no país após as eleições gerais de outubro de 2024.

A Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) decidiu enviar o seu Painel de Anciãos a Moçambique, em resposta à crescente instabilidade no país após as eleições gerais de outubro de 2024. A missão tem como objectivo mediar o diálogo entre o governo e líderes da oposição, apresentar soluções para os desafios políticos e garantir a paz no país. Um relatório detalhado deverá ser apresentado em até oito dias, com foco na redução da violência e no fortalecimento das instituições democráticas.

Durante uma reunião virtual liderada por Samia Suluhu Hassan, Presidente da Tanzânia e chefe do Órgão da SADC para Cooperação Política, de Defesa e Segurança, os líderes regionais expressaram profunda preocupação com os impactos econômicos e sociais da crise. Participaram do encontro os presidentes da Zâmbia, Malawi, e Moçambique, além do secretário-executivo da SADC, Elias Magosi. Entre as medidas propostas, destaca-se a proteção das rotas comerciais e corredores humanitários essenciais para a estabilidade regional.

A missão ocorre em um cenário de tensão crescente, onde a violência pós-eleitoral resultou em mortes e destruição de propriedades. Observadores regionais afirmaram que o processo de votação foi tranquilo, mas o anúncio dos resultados em dezembro intensificou os conflitos. A SADC busca soluções sustentáveis para restaurar a ordem, prevenindo impactos maiores na região e promovendo a confiança nas instituições moçambicanas.

A escalada da crise já deixou marcas profundas no país. Segundo relatórios da oposição e ONGs locais, mais de 260 manifestantes foram mortos, enquanto destruições em infraestruturas públicas e privadas, como saques a lojas e bancos, e invasões de prisões, têm agravado a instabilidade. Estima-se que o comércio transfronteiriço e o fornecimento de energia tenham sido interrompidos em várias regiões, ampliando os prejuízos econômicos.

 

2. Moçambique Descrito como “Estado em Chamas” em Meio a Crise Política

A instabilidade em Moçambique, agravada pela contestação dos resultados eleitorais de outubro, levou o país a ser descrito por alguns líderes regionais como um "Estado em chamas". Jovens manifestantes bloquearam estradas estratégicas, incluindo a ligação entre Maputo e África do Sul, enquanto confrontos com a polícia resultaram em centenas de mortes. O líder da oposição, Venâncio Mondlane, que contesta os resultados oficiais, atribuiu à polícia atos de violência e saques, denunciando um agravamento intencional da crise por forças estatais.

Além disso, a violência pós-eleitoral causou um colapso nas infraestruturas públicas, incluindo a invasão de prisões que resultou na fuga de cerca de 1.500 detentos. Relatórios também indicam que a repressão policial levou à morte de mais de 260 pessoas nos últimos dois meses, com milhares fugindo para países vizinhos como Malawi e Eswatini. A Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) confirmou que mais de 3.000 pessoas já buscaram refúgio fora do país devido à crise.

A SADC, juntamente com a África do Sul, apela a uma cessação imediata das hostilidades e ao engajamento em um diálogo construtivo. A crise tem causado impactos econômicos severos, interrompendo o comércio transfronteiriço e exacerbando os desafios sociais. Enquanto a posse do presidente eleito Daniel Chapo está prevista para 15 de janeiro, Mondlane afirma que continuará liderando protestos, aumentando as incertezas sobre o futuro político do país.

Os danos humanos e materiais atingiram proporções alarmantes. O comércio regional foi severamente impactado, especialmente nas rotas estratégicas para a África do Sul. Estima-se que dezenas de armazéns, lojas e bancos tenham sido saqueados, enquanto os danos à infraestrutura pública, como estradas e prédios governamentais, continuam a crescer. Do ponto de vista humano, a crise já deixou mais de 260 mortos e centenas de feridos, além de desalojar milhares de pessoas, provocando uma grave crise humanitária na região.

 

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