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CFM Sofre Perdas de 10 Milhões de Dólares (640 Milhões de Meticais) Devido a Vandalismo e Insegurança

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As perdas acumuladas pelos Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) ascendem a impressionantes 10 milhões de dólares

As perdas acumuladas pelos Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) ascendem a impressionantes 10 milhões de dólares, o equivalente a cerca de 640 milhões de meticais, fruto de mercadorias não transportadas e de avultados danos à infraestrutura ferroviária, provocados por protestos violentos no rescaldo das eleições.

Este balanço preliminar foi divulgado pelo Presidente do Conselho de Administração da CFM, Agostinho Langa Jr., após uma visita do Chefe de Estado, Filipe Nyusi, à linha férrea de Ressano Garcia. A visita visava avaliar os estragos causados pelos manifestantes e verificar o estado operacional do Corredor de Maputo, uma rota vital para o abastecimento da região sul do país e para além das suas fronteiras.

Durante o encontro com a imprensa, Langa Jr. revelou que esta onda de vandalismo afectou gravemente as estações de Tenga e Matola-Gare, na Província de Maputo, e a estação de Cateme, na linha de Sena. Além disso, vários veículos da empresa foram confiscados e incendiados, interrompendo de forma severa as operações diárias.

Interrupções e Impacto Social
Face ao clima de insegurança, a empresa viu-se obrigada a suspender os serviços de transporte de passageiros, deixando milhares de utilizadores desamparados. Este corte afectou sobretudo comunidades que dependem dos preços acessíveis praticados pela CFM, uma medida de responsabilidade social da empresa.

"Tenho recebido múltiplos apelos de residentes da Província de Tete, que agora enfrentam custos cinco vezes superiores ao utilizarem transportes alternativos," lamentou Langa Jr., sublinhando o impacto financeiro e social para as populações afectadas.

Apesar da destruição nas estações de Tenga e Matola-Gare, os serviços de transporte de passageiros no sul foram parcialmente retomados. No entanto, a linha de Sena permanece sob avaliação, aguardando decisões técnicas sobre o reinício das operações.

Desafios de Recuperação e Custos Elevados
Segundo o PCA, se os protestos cessarem, a empresa necessita de apenas dois dias para restabelecer as operações na linha de Sena. Contudo, a reparação completa da infraestrutura danificada exigirá, no mínimo, seis milhões de dólares (cerca de 384 milhões de meticais), incluindo a importação de equipamento especializado da vizinha África do Sul.

Compromissos Comprometidos
Langa Jr. alertou ainda que os actos de vandalismo não só prejudicam o funcionamento da empresa como também colocam em risco projectos sociais essenciais, como o fornecimento de água aos residentes de Matola-Gare.

Esta situação trágica realça a necessidade urgente de pacificação, de modo a permitir que a CFM recupere a sua plena capacidade operacional, garantindo o transporte seguro de mercadorias e passageiros, bem como a continuidade dos seus compromissos sociais.

Com um tom de urgência, Langa Jr. deixou um apelo à união nacional para superar este momento difícil, salientando que a recuperação da empresa é crucial para o bem-estar da população e a economia do país.

 

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