Daniel Tchapo é empossado enquanto o Povo clamam por Venâncio Mondlane
Hoje, 15 de janeiro de 2025, em Maputo, na Praça da Independência, ocorreu hoje a cerimônia de investidura do presidente Daniel Tchapo, marcada por um ambiente de grande controvérsia. Para muitos, o evento é visto como a “legitimação da fraude eleitoral”.
Hoje, 15 de janeiro de 2025, em Maputo, na Praça da Independência, ocorreu hoje a cerimônia de investidura do presidente Daniel Tchapo, marcada por um ambiente de grande controvérsia. Para muitos, o evento é visto como a “legitimação da fraude eleitoral”.
Enquanto a cerimônia acontecia sob forte aparato de segurança, milhares de pessoas se reuniam nas principais avenidas da cidade de Maputo, como a Avenida 25 de Setembro e a Avenida Eduardo Mondlane. Os manifestantes, em sua maioria jovens, entoavam cânticos em apoio ao opositor Venâncio Mondlane, a quem chamam de “presidente do povo”. O grito de protesto ecoava:
"Venâncio é, é o presidente do povo! Venâncio é, é o presidente do povo!"
O evento oficial foi realizado em meio a um intenso esquema de segurança, com a presença de militares, polícia civil e unidades caninas. O objectivo era evitar possíveis tentativas de boicote por parte dos apoiadores de Mondlane. A insatisfação popular reflete o cansaço com quase cinco décadas de gestão de um mesmo regime, marcado por acusações de opressão e falta de oportunidades.
Durante seu discurso de posse, Daniel Tchapo apresentou um plano ambicioso. Ele prometeu:
- Reduzir a burocracia ao mínimo possível;
- Enxugar a máquina do Estado, eliminando a figura dos vice-ministros e cortando regalias de altos cargos;
- Combater a corrupção de forma efectiva;
- Erradicar a pobreza e criar oportunidades para os jovens por meio do empreendedorismo e da geração de empregos;
- Garantir que nenhum moçambicano viva abaixo ou no limiar da linha da pobreza.
Apesar das promessas, rumores de que o discurso de Tchapo seria uma cópia do manifesto de campanha de Venâncio Mondlane circulam amplamente. Para os críticos, o discurso é visto como uma peça teatral de promessas vazias.
Os jovens, maior força por trás das manifestações, expressam sua indignação com a perpetuação de um regime que não oferece perspectivas de futuro. A sociedade moçambicana clama cada vez mais por mudança e renovação política, simbolizadas pela figura de Venâncio Mondlane.
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