"𝗢𝗹𝗵𝗼 𝗽𝗼𝗿 𝗢𝗹𝗵𝗼 𝗲 𝗔́𝗴𝘂𝗮 𝗚𝗿𝗮́𝘁𝗶𝘀: 𝗔𝘀 𝗣𝗿𝗼𝗺𝗲𝘀𝘀𝗮𝘀 𝗥𝗮𝗱𝗶𝗰𝗮𝗶𝘀 𝗱𝗼 𝗣𝗿𝗲𝘀𝗶𝗱𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗱𝗼 𝗣𝗼𝘃𝗼 𝗻𝗼𝘀 𝗣𝗿𝗶𝗺𝗲𝗶𝗿𝗼𝘀 𝟭𝟬𝟬 𝗗𝗶𝗮𝘀"
Moçambique encontra-se em um cenário político sem precedentes, com dois líderes reivindicando o título de presidente. Após a posse oficial de Daniel Chapo, ocorrida em 16 de janeiro, Venancio Bila Mondlane, autoproclamado "Presidente do Povo", apresentou uma lista de 24 medidas a serem implementadas em seus primeiros 100 dias de governação.
Moçambique encontra-se em um cenário político sem precedentes, com dois líderes reivindicando o título de presidente. Após a posse oficial de Daniel Chapo, ocorrida em 16 de janeiro, Venancio Bila Mondlane, autoproclamado "Presidente do Povo", apresentou uma lista de 24 medidas a serem implementadas em seus primeiros 100 dias de governação.
"Um Governo Paralelo?"
Mondlane, que ganhou apoio significativo durante as recentes manifestações populares, declarou-se presidente empossado pelo povo, desafiando a legitimidade de Chapo, eleito por vias oficiais. Ele afirma que sua liderança reflete os anseios da maioria, enquanto acusa o governo de Chapo de estar desconectado das reais necessidades dos moçambicanos.
As 24 Medidas de Venancio Mondlane
Direitos Humanos e Justiça Social
- Fim de toda forma de violência contra o povo.
- Libertação incondicional dos presos detidos durante as manifestações.
- Garantia de acesso gratuito a tratamento médico no setor público para todos os feridos nas manifestações.
- Compensação imediata para as famílias que perderam entes queridos durante as manifestações.
Infraestruturas e Serviços Essenciais
- Suspensão do pagamento de portagens até 17 de abril (3 meses), com pagamento retomado apenas após a reabilitação comprovada das estradas.
- Fornecimento gratuito de água potável.
- Fixação do preço do cimento em 300 MT, com proibição de ultrapassar este valor.
Combate à Corrupção e Extorsão
- Eliminação total da extorsão em todas as áreas, sobretudo na função pública.
- Isenção do IVA em todos os produtos básicos.
Reforma do Sistema de Governo
- Apresentação oficial de uma nova bandeira nacional para ser usada em todo o país.
- Conclusão do processo de eleições locais, com proibição de cobranças para a emissão de declarações.
- Finalização do processo de descentralização do Estado.
Segurança e Justiça Comunitária
- Implementação de uma lei de retaliação do povo, baseada no princípio de justiça direta “olho por olho, dente por dente”. Volgo lei de Talião
Exemplo: Se um agente da UIR matar alguém, também deve ser morto de imediato.
Educação e Meio Ambiente
- Ensino público gratuito no nível primário e secundário, com eliminação de propinas escolares.
- Cancelamento de projetos ambientais que prejudiquem a saúde e o bem-estar da população.
- Redução de até 50% das tarifas de eletricidade.
Recursos Naturais e Sustentabilidade
- Suspensão da exploração de madeira destinada à exportação, permitindo apenas a exploração para fabricar carteiras escolares.
- Exigência de contratos ou acordos nas indústrias extrativas, garantindo benefícios diretos para as comunidades locais.
Outros Serviços Públicos
- Cancelamento de inspeção de viaturas até à reabilitação das estradas.
- Suspensão da taxa de rádio.
- Eliminação de cobranças ilícitas no ensino público, como taxas para guarda ou energia.
- Criação de um projeto digital para denúncias ou reclamações do povo.
Medidas para Recuperação Econômica
- Disponibilização de 500 milhões de dólares para financiar pequenas e médias empresas afetadas durante as manifestações.
- Alocação de 600 milhões de dólares para apoiar iniciativas lideradas por jovens e mulheres.
A Dualidade Presidencial
Enquanto o governo oficial de Chapo segue empossado pela via eleitoral, Mondlane avança com um discurso populista, prometendo reformas imediatas e uma gestão voltada para as demandas populares. Este cenário único coloca Moçambique em uma encruzilhada política, onde a autoridade presidencial é contestada tanto no campo simbólico quanto prático.
Reação Popular e Internacional
O plano de Mondlane já começa a mobilizar segmentos da sociedade civil, mas também levanta questionamentos sobre sua viabilidade jurídica e econômica. Observadores internacionais têm acompanhado de perto a situação, temendo uma possível escalada de tensões políticas.
Com um prazo definido até 17 de abril para a implementação das medidas, Mondlane alerta que, caso suas propostas não sejam cumpridas, o povo retornará às ruas com protestos ainda mais intensos.
Moçambique entra em um período de incerteza, onde dois presidentes disputam não apenas o poder, mas a própria definição do futuro da nação.
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