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Moçambique Avalia Reestruturação da Dívida Pública Após Protestos Pós-Eleitorais

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oçambique está a considerar reestruturar a sua dívida pública após os distúrbios ocorridos depois das eleições de 9 de Outubro

Moçambique está a considerar reestruturar a sua dívida pública após os distúrbios ocorridos depois das eleições de 9 de Outubro, que levaram a uma perda de cerca de 42 mil milhões de meticais (658 milhões de dólares) em receitas, afirmou a nova ministra das Finanças, Carla Louveira.

“Este é um trabalho que está a decorrer”, disse Louveira, nomeada para o cargo pelo presidente Daniel Chapo logo após a sua posse na semana passada. Louveira, que já ocupava o cargo de ministra-adjunta no governo anterior, não quis confirmar se a reestruturação envolve tanto a dívida interna como a dívida em dólares quando questionada por telefone.

Os protestos que se seguiram às eleições contestadas abalaram o país, que viu a sua dívida subir para cerca de 96% do Produto Interno Bruto (PIB) no ano passado. Para financiar os grandes défices, o governo recorreu a títulos locais, com a dívida interna a quase triplicar em novembro em comparação com os níveis registados há cinco anos.

A ministra Louveira revelou que os protestos de dezembro sozinhos causaram uma perda de cerca de 14 mil milhões de meticais em receitas para o governo, segundo declarações transmitidas no sábado pela TVM, estatal. O Standard Bank Group estimou que o crescimento económico tenha desacelerado para 2,5% no ano passado, o pior desempenho desde 2020.

Em 2019, Moçambique reestruturou o seu único título em dólares, convertendo-o em 900 milhões de dólares de títulos com vencimento em 2031. O governo tinha incumprido com essa dívida após, em 2016, ter admitido ter contraído mais de 1 mil milhão de dólares em empréstimos sem a devida divulgação ao Fundo Monetário Internacional.

Um dos países mais pobres do mundo, Moçambique tem depositado grandes esperanças nas descobertas de gás natural ao largo da sua costa nordeste, que poderiam gerar biliões de dólares em receitas para o Estado e transformar a economia. Contudo, uma insurgência ligada ao Estado Islâmico tem atrasado esses projectos durante vários anos, complicando ainda mais a situação económica do país.

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