Grad shape
Grad shape
185 - 0

LAM devolve avião de carga sem nunca o ter utilizado

lam-devolve-aviao-de-carga-sem-nunca-o-ter-utilizado

LAM informa que o avião Boeing B737-300, adquirido para transporte exclusivo de carga, foi devolvido à origem, uma vez que não obteve certificação no território nacional", esclareceu a empresa num comunicado.

A LAM gastou mais de 71 milhões de meticais no aluguer de um avião de carga que nunca chegou a operar. A aeronave foi devolvida ao país de origem devido à ausência de certificação. O Instituto de Aviação Civil apontou incumprimentos nos requisitos necessários à certificação e mencionou que a Boeing não reconhece as modificações realizadas no aparelho.

"A LAM – Linhas Aéreas de Moçambique – informa que o avião Boeing B737-300, adquirido para transporte exclusivo de carga, foi devolvido à origem, uma vez que não obteve certificação no território nacional", esclareceu a empresa num comunicado.

A companhia revelou também o período em que a aeronave esteve em território moçambicano: "O referido avião permaneceu em Moçambique desde 31 de Dezembro de 2023 e partiu do Aeroporto Internacional de Maputo no dia 18 de Janeiro de 2025, com destino a Jacarta, Indonésia".

De acordo com fontes, a LAM pagava mensalmente cerca de 93 mil dólares pelo aluguer da aeronave, valor equivalente a mais de cinco milhões de meticais ao câmbio atual. Assim, durante os 12 meses em que o avião esteve no país, a empresa terá desembolsado mais de um milhão de dólares, ou seja, mais de 71 milhões de meticais.

Mas por que motivo este serviço não entrou em funcionamento? A aquisição do avião foi feita sem a devida consulta à autoridade reguladora da aviação civil, o que acabou por inviabilizar a sua operação.

O Instituto de Aviação Civil de Moçambique solicitou à LAM documentação necessária para a certificação do avião de carga, mas os requisitos exigidos não foram cumpridos.

Segundo o regulador, o avião era originalmente destinado ao transporte de passageiros e foi modificado para operar como aeronave de carga. No entanto, o fabricante, Boeing, não reconhece as alterações realizadas.

5 minutos de leitura
Compartilhe esta postagem:
0

Comentários

Não há comentários ainda. Seja o primeiro a comentar!

Por favor, dê sua opinião!
Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos obrigatórios estão marcados com *.