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HCB prevê distribuir dividendos na ordem dos 3 353.52 Milhões em 2025

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A Hidroelétrica de Cahora Bassa (HCB) prevê a distribuição de 3.353,52 milhões de Meticais em dividendos para o exercício de 2025

A Hidroelétrica de Cahora Bassa (HCB) prevê a distribuição de 3.353,52 milhões de Meticais em dividendos para o exercício de 2025, marcando uma redução significativa de aproximadamente 53,2% em relação ao montante de 7.161,93 milhões de Meticais distribuídos no ano anterior. A decisão foi formalizada durante a Assembleia Geral Ordinária da empresa, realizada no dia 23 de janeiro de 2025.

A diminuição nos dividendos reflete os desafios enfrentados pela empresa, como a crise hídrica que limitou a geração de energia e o aumento dos custos operacionais, impulsionado por investimentos estratégicos em expansão e modernização de infraestrutura. Entre os principais projectos futuros está o investimento na nova barragem de Mphanda Nkuwa, um empreendimento de grande escala que exigirá recursos significativos nos próximos anos.

A administração da HCB deixou claro que os accionistas devem se preparar para que a redução de dividendos se torne uma realidade recorrente nos próximos exercícios financeiros, em virtude dos investimentos de longo prazo.

“A redução de dividendos para os anos que vêm deve ser uma realidade com a qual temos que conviver”, afirmou a administração

Entretanto, a decisão não agradou a todos. Alguns accionistas, entrevistados pelo portal Informativo da EDUC INVESTIMENTOS, manifestaram insatisfação com os retornos obtidos nos investimentos da HCB.

“Os gestores geram-nos expectativas ano após ano. Entretanto, sempre em assembleias gerais, dizem que não podem pagar dividendos devido a investimentos”, criticaram.

A insatisfação reflete a frustração de investidores que esperavam uma fonte de renda mais estável. Muitos questionam se os projectos anunciados realmente trarão os retornos esperados no médio prazo.

Por outro lado, a administração da HCB defende que os investimentos, como a construção da barragem de Mphanda Nkuwa, são indispensáveis para garantir a resiliência operacional e atender à crescente procura por energia em Moçambique e na região.

Os acionistas, embora impactados pela redução dos dividendos, manifestaram apoio às decisões estratégicas da empresa, reconhecendo a importância de alinhar os interesses imediatos com a sustentabilidade futura.

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