Moçambique lança operação militar após novo ataque ‘jihadista’
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As forças militares de Moçambique anunciaram nesta quinta-feira o lançamento de uma operação no norte do país após um novo ataque atribuído a militantes jihadistas que supostamente decapitaram três pessoas locais.
Forças de Moçambique e do Ruanda foram mobilizadas para uma área densamente florestada perto da fronteira com a Tanzânia, após o ataque relatado no fim de semana, informou o exército.
Relatos da região indicam que insurgentes mataram três pessoas no domingo em uma mina de ouro artesanal no distrito de Meluco, na província de Cabo Delgado, rica em gás, que nos últimos meses tem sido alvo de ataques sucessivos.
“Eles decapitaram três — dois homens e uma mulher. Os restantes garimpeiros que estavam lá foram forçados a entregar dinheiro para escaparem com vida”, disse Adolfo Manuel, funcionário de uma ONG local, à AFP.
As Forças de Defesa de Moçambique confirmaram o que descreveram como um “ataque terrorista” em Meluco, aproximadamente 150 quilômetros ao sul da fronteira com a Tanzânia. No entanto, não forneceram detalhes adicionais.
Em resposta, “as tropas foram mobilizadas para neutralizar os insurgentes, que continuam a ameaçar a segurança da população local”, afirmou o exército.
Soldados moçambicanos estão operando em conjunto com forças ruandesas, acrescentou.
Ruanda e países vizinhos enviaram tropas para a região em 2021, depois que militantes ligados ao grupo Estado Islâmico iniciaram uma insurgência em 2017. Cerca de 5.800 pessoas foram mortas desde então.
A nova operação “visa identificar e desmantelar esconderijos terroristas, para reforçar a estabilidade na região”, informou o exército.
Depósitos maciços de gás offshore foram descobertos em Cabo Delgado em 2010. A insurgência tem atrasado o desenvolvimento desses recursos.
A TotalEnergies, que suspendeu um gigantesco projeto de gás na região após um grande ataque em 2021, no qual dezenas de pessoas foram mortas, afirmou este mês que só retomará as operações quando “a paz e a segurança” voltarem a Cabo Delgado.
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