Plano de 100 dias do governo prevê medidas para minimizar impactos das manifestações, afirma Ministro da Economia.
O Governo de Moçambique anunciou um conjunto de medidas para mitigar os impactos das manifestações que têm afectado a economia nacional. A revelação foi feita nesta quinta-feira pelo Ministro da Economia, Basílio Zefanias Muhate, durante a 18ª edição do Economic Briefing da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA),
O Governo de Moçambique anunciou um conjunto de medidas para mitigar os impactos das manifestações que têm afectado a economia nacional. A revelação foi feita nesta quinta-feira pelo Ministro da Economia, Basílio Zefanias Muhate, durante a 18ª edição do Economic Briefing da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), realizada no Hotel Monty Belo, em Maputo.
No seu discurso, o Ministro destacou que o Executivo aprovou um Plano de Acção para os primeiros 100 dias de governação, contendo estratégias específicas para lidar com as disrupções econômicas provocadas pelos protestos registados em várias partes do país. Segundo Muhate, a prioridade do Governo é restabelecer a confiança do sector privado, garantir a normalização das actividades empresariais e minimizar os efeitos negativos sobre o crescimento econômico e o emprego.
Entre as principais acções do plano, o Ministro mencionou:
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· Facilitação do acesso ao crédito para empresas afectadas – Através da redução dos coeficientes de Reservas Obrigatórias e da queda das taxas de juro, o Governo pretende injectar mais liquidez na economia e permitir que as empresas retomem as suas actividades.
· Reforço do diálogo público-privado – O Governo pretende trabalhar em estreita colaboração com a CTA e outros parceiros empresariais para monitorar os impactos das manifestações e ajustar as medidas conforme necessário.
· Estímulo à industrialização e modernização das cadeias produtivas – Como forma de garantir a recuperação sustentável das empresas, serão incentivados investimentos na digitalização e inovação, promovendo a competitividade das Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPMEs).
· Monitoramento da inflacção e estabilidade macroeconômica – Com a inflacção a subir para 4,15% em dezembro de 2024, o Governo promete continuar a adoptar políticas para garantir que os preços dos bens essenciais não disparem.
Muhate reconheceu que as manifestações têm afectado a oferta de bens e serviços, aumentado a incerteza no ambiente de negócios e pressionado as contas públicas. No entanto, destacou que o Governo está comprometido com soluções práticas e sustentáveis.
"Estamos cientes dos desafios que enfrentamos, mas este Plano de 100 dias reflete o nosso compromisso em garantir que a economia continue a crescer, mesmo diante das adversidades. Contamos com o sector privado como um parceiro fundamental nesse processo", afirmou o Ministro.
O evento, que reuniu empresários, economistas e representantes de instituições públicas e privadas, serviu também para que a CTA apresentasse um levantamento dos impactos das manifestações na economia nacional. O estudo da CTA fornecerá dados concretos sobre os prejuízos enfrentados pelo sector produtivo e sugestões de políticas para mitigar os danos.
O Presidente da CTA, Agostinho Vuma, elogiou a iniciativa do Governo e reafirmou que o sector privado está pronto para colaborar na busca de soluções. "A estabilidade do ambiente de negócios é fundamental para atrair investimentos e garantir o crescimento econômico. A CTA continuará a trabalhar em conjunto com o Governo para criar condições favoráveis para os empresários moçambicanos", destacou Vuma.
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