Crise Pós-Eleitoral Afecta Empresas e Empregos em Moçambique
No final de 2024, Moçambique entrou em um período de turbulência que afectou profundamente a economia. O que começou como manifestações pós-eleitorais resultou em ruas fechadas, lojas saqueadas, hotéis vazios e fábricas paradas. A economia, já fragilizada, sofreu um impacto ainda maior.
No final de 2024, Moçambique entrou em um período de turbulência que afectou profundamente a economia. O que começou como manifestações pós-eleitorais resultou em ruas fechadas, lojas saqueadas, hotéis vazios e fábricas paradas. A economia, já fragilizada, sofreu um impacto ainda maior.
O Índice de Robustez Empresarial caiu de 30% para 25% entre outubro e dezembro, refletindo a queda na actividade econômica. Pequenos e médios negócios foram duramente atingidos, com saques e vandalismo destruindo patrimônios acumulados ao longo de anos.
O sector do turismo, que normalmente se fortalece no final do ano, registrou uma drástica redução na ocupação dos hotéis, com taxas abaixo de 5%. Eventos e festivais foram cancelados, impactando toda a cadeia de serviços relacionada ao turismo e lazer.
A indústria também sofreu com a crise. A falta de divisas dificultou a importação de matérias-primas, levando muitas fábricas a reduzir ou interromper a produção. No sector de transportes, bloqueios nas estradas e cobranças ilegais aumentaram os custos operacionais em cerca de 20%, prejudicando o fluxo de mercadorias e contribuindo para a escassez de produtos em algumas regiões.
A consequência mais directa foi a perda de mais de 16.400 postos de trabalho. Sectores como comércio, hotelaria e indústria foram os mais impactados, reduzindo drasticamente a contratação e, em muitos casos, demitindo funcionários para evitar o fechamento total.
A economia nacional também sofreu um revés, com a crise contribuindo para uma desaceleração do crescimento do PIB em 2,2%. O aumento da inflacção e a falta de confiança no mercado levaram empresas a suspender investimentos, agravando ainda mais a incerteza econômica.
Agora, empresários e economistas pedem medidas urgentes para conter os danos e impulsionar a recuperação. Entre as soluções propostas estão crédito facilitado para empresas afectadas, incentivos fiscais para estimular o emprego e o fortalecimento da segurança para evitar novos episódios de violência.
Com o arrefecimento das manifestações, o desafio será reconstruir o ambiente de negócios e restaurar a confiança na economia. A recuperação exigirá esforços coordenados entre o sector público e privado, buscando restaurar a estabilidade e garantir que Moçambique volte a crescer.
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