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TotalEnergies nega suspensão de empresas subcontratadas

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Mazime Rabilloud, presidente do projecto de extração de gás natural liquefeito (LNG) na Bacia do Rovuma, ao largo da costa da província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, negou que as empresas subcontratadas para trabalhar no projecto estejam a ser suspensas, como recentemente noticiado por alguns meios de comunicação.

Mazime Rabilloud, presidente do projecto de extração de gás natural liquefeito (LNG) na Bacia do Rovuma, ao largo da costa da província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, negou que as empresas subcontratadas para trabalhar no projecto estejam a ser suspensas, como recentemente noticiado por alguns meios de comunicação.

Segundo Rabilloud, que falava aos jornalistas após um encontro com o governador de Cabo Delgado, Valige Tuabo, o que realmente aconteceu foi que algumas empresas, cujos contratos terminaram, não os renovaram.

"Todos sabem que ainda estamos numa situação de força maior", afirmou. "Num momento de força maior, obviamente ainda não há reinício do projecto. Entretanto, estamos a realizar muitos trabalhos de preservação e a preparar um reinício. Estes trabalhos não são necessariamente contínuos, alguns têm um início e um fim", disse, citado na edição de sexta-feira do diário independente O País.

Em abril de 2021, a gigante francesa de petróleo e gás TotalEnergies declarou força maior e suspendeu todas as actividades do projecto devido a um grande ataque de terroristas islâmicos contra a vila de Palma.

O projecto Moçambique LNG, orçado em 20 mil milhões de dólares, começou com a descoberta de mais de 65 mil milhões de pés cúbicos de gás natural na Bacia do Rovuma, o que levou a TotalEnergies e os seus parceiros a tomarem uma Decisão Final de Investimento em 2019. 

O projecto inclui duas unidades de liquefação de gás a serem construídas na Península de Afungi, com capacidade de expansão para até 43 milhões de toneladas de LNG por ano.

Rabilloud disse aos jornalistas que ainda não há uma data definida para a retoma das actividades de exploração de LNG. Além das preocupações com a segurança que levaram à declaração de “força maior” e à suspensão do projecto, há também questões financeiras, já que alguns bancos de exportação que se comprometeram a financiar o projecto com cerca de 16 mil milhões de dólares ainda não confirmaram o seu apoio.

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