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Moçambique aposta no aumento das exportações de macadâmia

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Moçambique pretende aumentar as exportações de nozes de macadâmia, uma cultura emergente de alto valor comercial, especialmente no mercado chinês.

Moçambique pretende aumentar as exportações de nozes de macadâmia, uma cultura emergente de alto valor comercial, especialmente no mercado chinês. Para tal, as autoridades nacionais estabeleceram um protocolo válido por três anos com a República Popular da China, visando facilitar a entrada deste produto naquele país asiático isento de taxas aduaneiras.

A informação foi partilhada ao jornal Notícias por Feliza Macome, diretora dos Serviços Centrais de Desenvolvimento da Produção de Amêndoas no Instituto de Amêndoas de Moçambique. Além das nozes de macadâmia, o protocolo isenta mais dois produtos das tarifas alfandegárias no mercado chinês, nomeadamente o feijão-boer e a castanha de caju, que se juntam a uma lista de 400 produtos nacionais já exportados para aquele país sem pagamento de direitos aduaneiros.

Macome destacou que o subsector está a trabalhar na implementação do protocolo através da promoção da cultura e do envolvimento de mais produtores na produção de amêndoas, uma actividade actualmente dominada por investidores estrangeiros. “O objectivo é incentivar os nacionais a produzir, processar e exportar amêndoas. Temos experiência disso nas províncias de Maputo e Niassa e queremos que outros abracem esta oportunidade”, afirmou.

Referiu ainda que, no ano passado, foram produzidas cerca de 6.000 toneladas de macadâmia, sendo a maior parte exportada para o mercado sul-africano, a um preço de 5,00 dólares por quilo no mercado internacional. Mencionou que, actualmente, o país conta com 54 produtores de macadâmia, dos quais 27 são nacionais.

As províncias de Manica, Niassa e Maputo possuem a maior concentração de produtores comerciais, variando entre 15 e 18, com plantações em mais de 8.000 hectares. Macome salientou que o sector está a estudar formas de regulamentar a comercialização da cultura de forma semelhante à existente no sector da castanha de caju.

A isenção de tarifas aduaneiras sobre a exportação das nozes de macadâmia e de outros produtos por parte da China faz parte dos esforços para aumentar o comércio entre os dois países e estimular o crescimento económico, ampliando o acesso dos produtos moçambicanos a esse mercado. A medida visa ainda fortalecer o sector agrícola nacional, bem como promover e diversificar as exportações do país. Para além da China e da África do Sul, Moçambique também exporta macadâmia para o Vietname.

 

 

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