Chapo e Mondlane debatem caminhos para a reconciliação nacional em Moçambique
O presidente de Moçambique, Daniel Chapo, encontrou-se com a principal figura da oposição, Venancio Mondlane, para conversas numa tentativa de aliviar as tensões decorrentes de meses de confrontos violentos entre manifestantes e forças de segurança, informou a presidência no final do domingo.
O presidente de Moçambique, Daniel Chapo, encontrou-se com a principal figura da oposição, Venancio Mondlane, para conversas numa tentativa de aliviar as tensões decorrentes de meses de confrontos violentos entre manifestantes e forças de segurança, informou a presidência no final do domingo.
A nação rica em gás, no sul da África, vem sendo abalada por turbulências políticas desde as eleições contestadas de outubro.
A eleição, que várias missões internacionais de observadores consideraram marcada por irregularidades, foi seguida por mais de dois meses de manifestações e bloqueios durante os quais, segundo um grupo local da sociedade civil, mais de 360 pessoas morreram.
Chapo e Mondlane encontraram-se na capital, Maputo, para “discutir soluções para os desafios que o país enfrenta”, informou a presidência em comunicado.
“A reunião faz parte do esforço contínuo para promover a estabilidade nacional e reforçar o compromisso com a reconciliação”, acrescentou o comunicado.
Não ficou imediatamente claro se há um acordo político em vista para Mondlane, que recentemente se separou do partido de oposição Podemos, o qual apoiara sua candidatura presidencial.
Chapo assumiu o cargo em janeiro e, no início deste mês, assinou um acordo pós-eleitoral com nove outros partidos — incluindo o antigo Podemos de Mondlane.
O acordo, que ainda aguarda aprovação pelo parlamento, tem como objetivo culminar com uma revisão da Constituição.
Mondlane, popular entre os jovens, não participou desse diálogo e, em vez disso, mobilizou centenas de apoiadores para uma marcha em Maputo.
Cerca de 14 pessoas ficaram feridas em confrontos violentos com a polícia.
Pelo menos duas pessoas foram mortas na semana passada, quando a polícia abriu fogo contra uma multidão durante outra rodada de protestos convocados por Mondlane.
A détente de domingo “simboliza o desejo de construir pontes e promover um diálogo aberto e construtivo”, informou a presidência, compartilhando uma foto de Chapo e Mondlane apertando as mãos.
A iniciativa de Chapo surge quase duas semanas após Mondlane afirmar ter sido interrogado por 10 horas pelos promotores e colocado sob supervisão judicial.
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