Grad shape
Grad shape
378 - 0

Governo admite dificuldades dos postos de gasolina na obtenção de garantias bancárias

governo-admite-dificuldades-dos-postos-de-gasolina-na-obtencao-de-garantias-bancarias

O Ministro dos Recursos Minerais e Energia de Moçambique admitiu que os postos de gasolina estão a ter dificuldades em obter garantias dos bancos comerciais para disponibilizar os combustíveis, devido à escassez de moeda estrangeira, mas garantiu que há combustível no país.

O Ministro dos Recursos Minerais e Energia de Moçambique admitiu que os postos de gasolina estão a ter dificuldades em obter garantias dos bancos comerciais para disponibilizar os combustíveis, devido à escassez de moeda estrangeira, mas garantiu que há combustível no país.

“Há combustível no país. O que está a acontecer é que alguns postos de gasolina têm tido dificuldades em obter garantias dos bancos comerciais para que o combustível (...) possa ser disponibilizado no mercado”, afirmou o Ministro dos Recursos Minerais e Energia, Estêvão Pale, durante um retiro com a equipa do departamento para discutir a legislação do sector em Ponta do Ouro, na província de Maputo, no sul de Moçambique.

A questão prende-se com a falta de combustível nos postos, já relatada nas cidades de Pemba, na província de Cabo Delgado, e em Beira, na província de Sofala, e que estaria a levar a especulações de preços.

“Mas esse processo (das garantias dos bancos comerciais) está a ser tratado, não só com os bancos comerciais mas também a nível do banco central, que garante que existe moeda suficiente para este fim”, explicou o Ministro Pale.

Os retalhistas de combustíveis em Moçambique informaram à Lusa, a 24 de março, que ocorreram “flutuações” no abastecimento e disponibilização destes produtos no país, mas asseguraram que não há falta de stock.

“Actualmente estamos a enfrentar algumas flutuações no abastecimento de combustíveis (…), o que posso dizer relativamente a essas flutuações é que, num dado momento, alguns postos de abastecimento podem ficar sem um dos combustíveis”, declarou Nelson Mavimbe, presidente da Associação de Retalhistas de Combustíveis de Moçambique (Arcomoc), numa entrevista concedida à Lusa.

O Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, chegou mesmo a salientar a utilização do transporte marítimo para o abastecimento, do Nampula para Cabo Delgado.
“Podemos ter desafios em Cabo Delgado, como a questão do combustível, e, nesse sentido, já nos estamos a organizar para que, via cabotagem, através do mar, possamos carregar o combustível do porto de Nacala [Nampula] para Cabo Delgado, sendo este carregamento possível até que a rota se restabeleça”, afirmou.

5 minutos de leitura
Compartilhe esta postagem:
0

Comentários

Não há comentários ainda. Seja o primeiro a comentar!

Por favor, dê sua opinião!
Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos obrigatórios estão marcados com *.