Venda de Refeições no Porta-Malas em Maputo Garante Sustento a Trabalhadores Informais
Em Maputo, a venda de refeições a partir do porta-malas de carros tem sido uma tábua de salvação para muitas famílias, especialmente para os trabalhadores do sector informal. Faruk Matsinhe, de 30 anos, mantém uma rotina que já dura mais de 15 anos na Avenida 25 de Setembro, onde herdou do pai a tradição de servir feijoada, peixe, carne com caril de amendoim e frango grelhado a preços que rondam os 100 a 200 meticais.
Em Maputo, a venda de refeições a partir do porta-malas de carros tem sido uma tábua de salvação para muitas famílias, especialmente para os trabalhadores do sector informal. Faruk Matsinhe, de 30 anos, mantém uma rotina que já dura mais de 15 anos na Avenida 25 de Setembro, onde herdou do pai a tradição de servir feijoada, peixe, carne com caril de amendoim e frango grelhado a preços que rondam os 100 a 200 meticais.
Esse serviço, que tem origem em refeições preparadas em casa nos subúrbios da capital e finalizadas no próprio carro, representa uma realidade para milhares de moçambicanos. Segundo estudos do Instituto Nacional de Estatística (INE), cerca de 430 mil pessoas em Maputo trabalham na informalidade, um segmento que corresponde a 33,5% das actividades comerciais na cidade.
Além de oferecer refeições acessíveis e de qualidade para trabalhadores que dependem do comércio informal, essa prática revela a resiliência de pequenos empreendedores que, mesmo diante de desafios como fiscalizações policiais e falta de infraestrutura, se organizam e inovam para garantir o sustento de suas famílias. A iniciativa de Faruk – que conta inclusive com colaboradores, como seu filho – exemplifica como os negócios informais são fundamentais para a economia e o bem-estar social em Moçambique, contribuindo para a manutenção dos lares e para a economia local, especialmente em tempos de crise e incertezas econômicas.
Um potencial caminho para esses empreendedores alcançarem ainda mais segurança e crescimento é o investimento no mercado bolsista moçambicano. Com pequenas poupanças diárias e a possibilidade de acesso a acções de empresas cotadas, esses trabalhadores informais podem não somente financiar melhor os seus negócios por meio de reinvestimentos, mas também gerar uma fonte de rendimento passivo com dividendos e valorização das acções. Assim, a Bolsa de Valores de Moçambique (BVM) apresenta-se como uma alternativa para transformar os ganhos do comércio informal em capital que contribua para a formalização e expansão dos negócios, promovendo uma maior estabilidade financeira para as famílias e fortalecendo a economia local.
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