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Dívida Pública de Moçambique Atinge 1,1 Trilião de meticais no 1º Trimestre de 2025

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A dívida pública de Moçambique atingiu 1,1 Trilião de meticais (aproximadamente USD 16,7 mil milhões) no primeiro trimestre de 2025, registando um crescimento de 2,7% face ao trimestre anterior, segundo o Boletim Trimestral da Dívida Pública do Ministério da Economia e Finanças.

dívida pública de Moçambique atingiu 1,1 Trilião de meticais (aproximadamente USD 16,7 mil milhões) no primeiro trimestre de 2025, registando um crescimento de 2,7% face ao trimestre anterior, segundo o Boletim Trimestral da Dívida Pública do Ministério da Economia e Finanças.

Este montante corresponde a 78,9% do Produto Interno Bruto (PIB), destacando a crescente pressão fiscal no contexto macroeconómico actual. A dívida interna foi o principal factor deste aumento, subindo 8,9%, impulsionada por maior emissão de Bilhetes do Tesouro (BTs) e adiantamentos do Banco Central. Actualmente, representa 41% do total do stock da dívida

Apesar de uma ligeira redução da dívida externa (-1,2%), devido a pagamentos regulares e melhoria nas condições de financiamento, os encargos com o serviço da dívida aumentaram substancialmente. No trimestre, os pagamentos da dívida externa subiram 78,7%, atingindo USD 210,34 milhões, reflexo da regularização de atrasados e da exposição cambial.

O crescimento da dívida interna sob condições de curto prazo e com custos elevados tem aumentado os riscos de refinanciamento e pressionado o orçamento do Estado. Mais de 50% da dívida interna está concentrada em títulos de curto prazo.

O cenário fiscal continua a deteriorar-se, com receitas internas frágeis, inflacção em alta e incertezas políticas no pós-eleições. A manutenção de um défice orçamental financiado por dívida interna onerosa poderá comprometer a estabilidade macroeconómica.

O elevado peso da dívida interna e a subida dos custos de financiamento aumentam a preocupação com a sustentabilidade fiscal. A curto e médio prazo, reformas estruturais na arrecadação de receitas e controlo da despesa pública serão determinantes para restaurar o equilíbrio fiscal. Investidores devem acompanhar os desdobramentos nas próximas emissões de BTs e a evolução das taxas de juro internas.

Fonte: AIM

 

Por: Amós Clifton Maúre

Editado Por: Tualb Américo Inguane

5 minutos de leitura
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