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Governo de Moçambique quer reduzir défice orçamental de 8% para 2,6% do PIB até 2028

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O governo de Moçambique quer reduzir o défice orçamental, ou seja, a diferença entre o que o Estado gasta e o que arrecada, de 8% do PIB em 2024 para 2,6% até 2028

O governo de Moçambique quer reduzir o défice orçamental, ou seja, a diferença entre o que o Estado gasta e o que arrecada, de 8% do PIB em 2024 para 2,6% até 2028. Esta meta faz parte do plano económico para os próximos anos, aprovado no final de junho.

Em 2024, espera-se uma melhoria, com o défice a baixar para 5,6%, graças a um maior controlo dos gastos públicos e ao início da recuperação das receitas do Estado.

Para continuar a reduzir o défice, o governo planeia avançar com reformas estruturais, melhorar a forma como arrecada impostos, controlar melhor os gastos e escolher com mais cuidado onde investir o dinheiro público.

De acordo com as previsões, o défice deverá continuar a diminuir ao longo de 2026, 2027 e 2028, até atingir os 2,6% do PIB, o que será um sinal de maior equilíbrio nas contas do país.

As receitas do Estado devem crescer pouco a pouco nesses anos, sobretudo com a cobrança de mais impostos internamente. As receitas do gás natural, ainda pequenas (cerca de 0,3% do PIB), também deverão aumentar e ajudar nessa melhoria.

O governo quer gastar melhor o dinheiro público. Isso inclui reduzir despesas do dia a dia e dar prioridade a investimentos em infraestruturas e programas sociais que ajudem no desenvolvimento do país e na redução das desigualdades.

Além disso, a dívida pública deverá baixar de 75,2% do PIB em 2025 para cerca de 70% em 2028. Isso será possível graças a uma melhor gestão da dívida e à procura por novas formas de financiamento mais sustentáveis.

O plano do governo para os próximos anos inclui garantir finanças públicas mais saudáveis, manter a estabilidade económica, criar espaço para investir nas áreas prioritárias do país e promover um crescimento económico mais justo e duradouro.

Por fim, o governo compromete-se a ser mais transparente na forma como gere o dinheiro público, manter o controlo dos gastos, reforçar a cobrança de receitas e aplicar os recursos em investimentos que realmente tragam benefícios económicos e sociais para os moçambicanos.

 

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