LAM paga dívida com a IATA e começa a recuperar credibilidade
Jacinto Uqueio, responsável pelo controlo das empresas do Estado no IGEPE, contou que a LAM – Linhas Aéreas de Moçambique, já pagou a dívida que tinha com a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA).
Jacinto Uqueio, responsável pelo controlo das empresas do Estado no IGEPE, contou que a LAM – Linhas Aéreas de Moçambique, já pagou a dívida que tinha com a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA).
Em conversa com o podcast do Centro de Integridade Pública (CIP), Uqueio disse que esse pagamento foi uma das decisões importantes tomadas pela nova direção da LAM. Esta nova direção é formada por três empresas públicas que agora têm parte da LAM: a Hidroelétrica de Cahora Bassa (HCB), a empresa de portos e caminhos de ferro (CFM) e a seguradora EMOSE.
A equipa que está a liderar a empresa é chefiada por Dane Kondić, um gestor australiano, que tem como missão recuperar a empresa, que estava praticamente falida.
Segundo Uqueio, a situação da LAM já começa a melhorar. “A empresa está a ganhar força outra vez e pagar a dívida com a IATA foi um passo muito importante. Aos poucos, a LAM está a recuperar o seu bom nome”, afirmou.
Esse pagamento é parte de um plano maior que a nova direção está a seguir, com apoio financeiro e reestruturação das contas da empresa. O objetivo é também pagar outras dívidas e pôr a LAM a funcionar normalmente.
Com essa dívida paga, a LAM vai voltar a aparecer nos sistemas internacionais de venda de bilhetes, o que é essencial para poder atrair mais passageiros e voos.
A IATA tinha divulgado que, entre outubro de 2024 e abril de 2025, Moçambique foi o país que mais reteve dinheiro das companhias aéreas – cerca de 205 milhões de dólares – por causa da venda de bilhetes internacionais que não foram pagos às companhias.
Sobre a entrada da empresa sul-africana Solenta Aviation no mercado moçambicano, Uqueio disse que a LAM não tem medo da concorrência. “O espaço aéreo sempre esteve aberto. Mesmo durante a Covid-19, companhias estrangeiras operavam cá. Por isso, a concorrência não é problema. A LAM só precisa adaptar-se aos novos tempos”, concluiu.
FONTE: AIM
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