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Moçambique regista aumento histórico de dinheiro em circulação — o que isso significa?

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Nos últimos 12 meses, a quantidade de dinheiro físico em circulação em Moçambique aumentou 6,5%, chegando a cerca de 69,4 mil milhões de meticais em maio deste ano.

Nos últimos 12 meses, a quantidade de dinheiro físico em circulação em Moçambique aumentou 6,5%, chegando a cerca de 69,4 mil milhões de meticais em maio deste ano. Este foi o valor mais alto registado em 2025 até ao momento, de acordo com dados recentes do Banco de Moçambique.

Em dezembro de 2024, esse valor foi ainda maior: cerca de 71,5 mil milhões de meticais, o mais alto de sempre. Esse aumento começou em março de 2023 e manteve-se por vários meses, antes de começar a cair, mesmo com a entrada em circulação de uma nova série de meticais (notas e moedas atualizadas).

Quando há muito dinheiro em circulação, o Banco Central pode optar por retirar parte desse dinheiro do mercado como forma de controlar a economia, especialmente para evitar o aumento dos preços (inflação).

Nos últimos meses, os preços em Moçambique têm, na verdade, baixado. Em junho de 2025, o país registou queda de preços pela terceira vez consecutiva, uma situação conhecida como deflação. Esta é a sétima deflação em pouco mais de um ano. O principal motivo tem sido a redução dos preços de alimentos e combustíveis.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), os preços caíram 0,07% em junho, em comparação com o mês anterior. O grupo de alimentos e bebidas não alcoólicas foi o que mais influenciou esta descida.

Veja os recuos registados nos últimos meses:

·        Agosto 2024: -0,11%

·        Julho 2024: -0,05%

·        Junho 2024: -0,21%

·        Maio 2024: -0,38%

·        Abril 2024: -0,38%

·        Maio 2025: -0,36%

·        Junho 2025: -0,07%

Mesmo com estas quedas mensais, os preços subiram em termos anuais. Em junho de 2025, os preços estavam 4,15% mais altos do que em junho de 2024. Este aumento foi puxado, principalmente, pelos sectores de alimentos, restaurantes, hotéis, cafés e similares, com subidas anuais de até 9,38%.

No geral, a inflação acumulada de 2024 foi de 4,15%, abaixo dos 5,3% de 2023, e bem distante dos quase 13% registados em julho de 2022.

O governo espera que a inflação fique à volta de 7% até ao fim de 2025.

 

 

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