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Banco de Moçambique reduz taxa MIMO para 10,25% e reforça apoio à economia

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O Banco de Moçambique decidiu baixar a sua principal taxa de juro, a taxa MIMO, de 11,00% para 10,25%. A medida foi tomada pelo Comité de Política Monetária (CPMO) com o objectivo de apoiar a recuperação económica, num contexto em que a inflação se mantém estável e dentro de níveis considerados seguros.

O Banco de Moçambique decidiu baixar a sua principal taxa de juro, a taxa MIMO, de 11,00% para 10,25%. A medida foi tomada pelo Comité de Política Monetária (CPMO) com o objectivo de apoiar a recuperação económica, num contexto em que a inflação se mantém estável e dentro de níveis considerados seguros.

Segundo o banco central, a inflação anual foi de 4,2% em Junho, ligeiramente acima dos 4,0% registados em Maio, mas ainda dentro da meta de um dígito. Esta estabilidade é atribuída à valorização do metical e à manutenção dos preços internacionais de mercadorias, o que cria condições para uma política monetária menos restritiva.

Com a redução da taxa MIMO, os bancos comerciais passam a ter acesso a crédito mais barato junto do banco central, o que poderá levar à diminuição dos juros cobrados a consumidores e empresas. Esse alívio pode incentivar o investimento privado, estimular o consumo e gerar mais dinamismo económico, sobretudo em sectores não ligados ao gás natural. Pequenas e médias empresas, por exemplo, podem beneficiar-se de melhores condições de financiamento, o que contribui para a retoma da actividade económica.

Apesar destas medidas de apoio, a economia nacional continua a enfrentar desafios. No primeiro trimestre de 2025, registou-se uma queda na actividade económica, mesmo com a contribuição do sector de gás natural liquefeito (GNL). Excluindo o GNL, estima-se uma contracção de 4,9% no PIB, enquanto com o GNL a economia recuou 3,9%. Ainda assim, o Banco de Moçambique espera uma recuperação gradual nos próximos trimestres, apoiada pela redução das taxas de juro e pela implementação de projectos em sectores estratégicos.

O banco central destaca, no entanto, que continuará atento aos riscos que possam pressionar os preços, como os choques climáticos, a fraca capacidade de produção interna e as dificuldades nas finanças públicas. A trajectória futura da taxa MIMO dependerá da evolução da inflação e das condições económicas internas e externas.

 

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