Moçambique em alerta económico após retirada da USAID
A agência de notação financeira Fitch diz que a saída da USAID (Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional) de Moçambique piorou a falta de divisas no país. Isso porque a USAID contribuía com cerca de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.
A agência de notação financeira Fitch diz que a saída da USAID (Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional) de Moçambique piorou a falta de divisas no país. Isso porque a USAID contribuía com cerca de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.
Durante anos, a USAID investia entre 250 a 300 milhões de dólares por ano em projectos no país. Com a sua saída, mais de 2.500 pessoas perderam os seus empregos, e o país perdeu uma fonte importante de financiamento externo.
Segundo a Fitch, só em 2024, a USAID deu 586 milhões de dólares em apoio a Moçambique. A sua ausência está a causar um grande défice no mercado cambial, agravando ainda mais a escassez de moeda estrangeira em 2025.
O economista Clésio Foia explica que a falta desse dinheiro vai causar pressão no câmbio, ou seja, o valor do metical pode cair em relação ao dólar, o que pode levar a subidas de preços (inflação).
Foia também alerta que Moçambique precisa melhorar a sua imagem lá fora, para voltar a atrair investidores internacionais. Isso passa por melhor gestão dos recursos públicos e mais transparência.
Para aliviar a situação, o governo aumentou a conversão obrigatória das receitas de exportação de 30% para 50%, ou seja, metade das receitas em moeda estrangeira agora devem ser trocadas por meticais. A expectativa é que isso ajude a equilibrar o mercado.
A Fitch também aponta que um novo acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) poderá ajudar a reduzir a pressão económica no país.
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