Grad shape
Grad shape
121 - 0

Volume de Negociações na BVM Cai 96,20% na Semana de 1 a 5 de Setembro de 2025

volume-de-negociacoes-na-bvm-cai-9620-na-semana-de-1-a-5-de-setembro-de-2025

A Bolsa de Valores de Moçambique (BVM) registou uma redução drástica de 96,20% no volume total de negociações durante a semana de 1 a 5 de setembro de 2025. O volume transacionado foi de MZN 2.544.155,00, comparado aos expressivos MZN 60.441.186,50 da semana anterior (25 a 29 de agosto).

A Bolsa de Valores de Moçambique (BVM) registou uma redução drástica de 96,20% no volume total de negociações durante a semana de 1 a 5 de setembro de 2025. O volume transacionado foi de MZN 2.544.155,00, comparado aos expressivos MZN 60.441.186,50 da semana anterior (25 a 29 de agosto). A queda foi motivada principalmente pela redução nas transações da Cervejas de Moçambique (CDM), que havia dominado o mercado na última semana de agosto.

A queda brusca na liquidez aconteceu porque terminaram operações extraordinárias que haviam aumentado o volume nas semanas anteriores. A queda tambem foi motivada principalmente pela redução nas transações da Cervejas de Moçambique (CDM), que havia dominado o mercado na última semana de agosto e tambem porque nao houve entrada de ordens de grande porte, como aconteceu em semanas anteriores em que as acções atrairam maior atenção.

No mesmo período, a CMH foi a empresa mais negociada, com um volume total de MZN 2.169.800,00, correspondendo a 93,8% do total do mercado. A empresa, que não registou nenhuma transacção na semana anterior, viu sua acção subir levemente de MZN 3.700,00 para MZN 3.800,00. O maior movimento ocorreu em 2 de setembro, com MZN 2.048.200,00 transacionados, sinalizando forte procura no sector energético.

A Hidroelétrica de Cahora Bassa (HCB) foi a segunda mais negociada, movimentando MZN 285.396,00, um aumento de 69,10% em relação à semana anterior. A cotação manteve-se estável em MZN 3,00, apesar do elevado volume, o que sugere forte acumulação por parte de investidores institucionais à procura de acções estáveis e com bom histórico de dividendos.

A Empresa Moçambicana de Seguros (EMOSE) teve um desempenho modesto, com um volume de MZN 47.854,00, crescendo 45,50% face à semana anterior. A acção iniciou a semana a MZN 14,50, caiu para MZN 14,00 no dia 4, mas recuperou parcialmente para fechar novamente em MZN 14,50, refletindo uma fase de consolidação.

A Cervejas de Moçambique (CDM), que movimentou mais de MZN 60 milhões na semana anterior, viu seu volume despencar para MZN 32.505,35, uma queda de -99,90%. A cotação também sofreu variações: abriu a semana em MZN 69,95, caiu para MZN 65,00 e encerrou nesse mesmo valor, representando uma queda de 7,1%. O volume mais alto da semana (MZN 16.250,00) foi registado justamente no dia em que a acção fechou em baixa, indicando saída de investidores.

A Tropigalia (TROP) negociou apenas MZN 8.599,25, uma queda de 70,10% em relação à semana anterior. Apesar da baixa liquidez, a acção valorizou de MZN 124,50 para MZN 124,75, com o maior volume registado no dia 5 de setembro. O padrão indica interesse especulativo pontual, mas as acções continuam a ser vistas como marginais no mercado, recomendadas apenas para perfis tolerantes ao risco.

 Segundo análise da Educ Invest, a semana marcou uma normalização da liquidez na BVM após os picos extraordinários de agosto. A liderança da CMH destaca o interesse em acções de empresas energéticas, embora de forma pontual. A HCB se mantém como alternativa estável para perfis conservadores, com forte acumulação e estabilidade de preços.

Por outro lado, a CDM estava em zona de venda, o que significa que muitos investidores provavelmente já tinham realizado lucros após a valorização recente de +4,62%, reduzindo assim a procura no curto prazo.

Preferência por outras acções na semana como as acções da CMH e a HCB que concentraram os maiores volumes da semana.

A Tropigalia, oferece oportunidade de entrada no mercado, devido a queda de -8,00% que oferece também uma oportunidade para entrada com desconto de preço. Contudo essa entrada deve ser feita com cautela, dado o volume relativamente baixo.

A EMOSE continua a mostrar pouca oscilação e estabilidade nos preços, sendo mais adequada para investidores de longo prazo. Já a CMH, embora tenha sido o destaque da semana, deve ser vista como uma oportunidade de liquidez pontual, sem garantia de movimentações consistentes a cada semana.

 

5 minutos de leitura
Compartilhe esta postagem:
0

Comentários

Não há comentários ainda. Seja o primeiro a comentar!

Por favor, dê sua opinião!
Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos obrigatórios estão marcados com *.