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Conheça o verdadeiro motivo para a manutenção da Prime Rate em 16.5% em Outubro

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Apesar da redução histórica da taxa MIMO para 9,75%, a Prime Rate do sistema financeiro moçambicano manteve-se em 16,50% no mês de outubro. O motivo, segundo a Associação Moçambicana de Bancos (AMB), está no desfasamento temporal do cálculo do Indexante Único, componente que serve de base à formação da Prime.

O Indexante Único, fixado em 10,30%, é calculado com base nas taxas médias praticadas no Mercado Monetário Interbancário — incluindo as operações entre bancos e as realizadas à taxa MIMO — durante o período de 26 de agosto a 25 de setembro de 2025. Como a decisão do Banco de Moçambique de reduzir a MIMO foi tomada apenas no final desse período, o novo valor ainda não teve efeito pleno sobre o indexante.

Além disso, o Prémio de Custo, que representa os elementos de risco da actividade bancária, permaneceu inalterado em 6,20%, reforçando a estabilidade da Prime Rate em 16,50%. Este prémio é actualizado trimestralmente pela AMB e considera factores como o rating soberano do país, o rácio de crédito em incumprimento e as reservas obrigatórias.

Em termos técnicos, trata-se de uma defasagem natural no mecanismo de transmissão da política monetária: a redução da taxa diretora (MIMO) tende a refletir-se primeiro nas taxas interbancárias, depois no Indexante Único e, por fim, nas taxas efectivamente aplicadas ao crédito bancário.

Segundo Armando Macuácua, analista da EDUC INVEST, "o impacto da descida da MIMO deverá ser visível nas próximas revisões mensais da Prime Rate, podendo conduzir a um alívio gradual do custo do crédito para empresas e particulares, desde que a inflacção e a estabilidade cambial se mantenham controladas".

A AMB sublinha que o Acordo sobre o Indexante Único, desenvolvido em coordenação com o Banco de Moçambique, visa garantir maior transparência e previsibilidade no processo de formação das taxas de juro, fortalecendo o elo entre as decisões de política monetária e o custo real do crédito no país.

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