HCB cai quase 13% e fecha a semana nos 3,05 MZN
A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) encerrou a sessão de sexta-feira, 21 de Novembro, a MZN 3,05, mantendo-se estável no dia mas acumulando uma queda semanal expressiva de 12,86%, numa das performances mais negativas entre os principais títulos da Bolsa de Valores de Moçambique nesta semana.
A variação mensal permanece ligeiramente positiva (+1,67%), mas os dados de médio prazo mostram maior fragilidade: nos últimos seis meses, a acção regista uma desvalorização acumulada de 9,23%, revelando dificuldades em sustentar movimentos consistentes de recuperação. A falta de liquidez na sessão com 0,00 MZN negociados reforça o sentimento de menor apetite dos investidores pelo título na recta final de Novembro.
A trajectória recente ganha ainda mais relevo quando comparada com os extremos registados nos últimos 12 meses. O preço mais baixo ocorreu a 29 de Maio, quando o título caiu para MZN 2,03, enquanto o pico anual um impressionante MZN 5,62 foi atingido a 20 de Maio, num dos movimentos mais abruptos e atípicos do mercado este ano. Já no dia 19 de Maio, a acção havia tocado MZN 4,50, demonstrando a forte volatilidade que caracterizou aquele período.
Nos últimos três meses, o ponto mínimo surgiu a 9 de Setembro, com o preço a recuar para MZN 2,27, antes de recuperar gradualmente até ao patamar actual. Mesmo assim, o desempenho recente contrasta com o dinamismo de outros títulos de grande liquidez, como a CDM, que liderou a semana com MZN 26,3 milhões transaccionados.
A HCB apresenta actualmente uma capitalização bolsista de MZN 80,86 mil milhões, sustentada por 26,5 milhões de acções em circulação, e um valor de firma estimado em MZN 55,59 mil milhões. Estes indicadores revelam que, apesar de continuar a ser uma das empresas de maior peso estrutural na BVM, o comportamento do seu título permanece sensível à confiança do mercado e às flutuações de curto prazo.
A queda acumulada na última semana reforça o clima de prudência entre os investidores, que agora observam atentamente se o preço irá estabilizar no intervalo dos 3 MZN ou se poderá testar novamente níveis inferiores nas próximas sessões. A performance desta semana confirma que a HCB continua a ser um dos activos mais voláteis e imprevisíveis do mercado moçambicano.
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