O preço, que recentemente havia alcançado a fasquia dos 100 MZN, voltou a recuar e fixou-se agora nos 95 MZN, contribuindo para uma desvalorização semanal de 5% e uma queda acumulada de 24% no mês, uma das mais acentuadas entre os principais activos da Bolsa de Valores de Moçambique.
A sessão não registou qualquer volume de negociação, revelando menor interesse dos investidores no título num momento em que a atenção do mercado se deslocou para empresas de maior liquidez, como a CDM, que liderou a semana com mais de MZN 26,3 milhões transaccionados. Em termos semestrais, a Tropigália acumula igualmente uma variação negativa de 5%, evidenciando fragilidade prolongada no comportamento do preço.
A queda para 95 MZN é ainda mais significativa quando comparada com os extremos do último ano. O preço mais baixo dos últimos 12 meses — 75 MZN, registado a 27 de Março — antecedeu uma forte escalada que levou o título ao máximo anual de 150 MZN. Antes desse pico, o valor mais alto recente havia sido 144,95 MZN, registado a 14 de Setembro, ilustrando a volatilidade que caracterizou o desempenho da empresa. Já nos últimos seis meses, o ponto mais baixo foi 90 MZN, observado a 12 de Junho, antes de o título voltar a subir.
O retorno ao intervalo dos 95 MZN indica agora uma fase de correcção técnica e possível reposicionamento dos investidores, num ambiente marcado por cautela e menor liquidez. A Tropigália apresenta actualmente uma capitalização bolsista de MZN 2,89 mil milhões, suportada por 30,52 milhões de acções em circulação, e um valor de firma de MZN 3,51 mil milhões, reforçando a sua relevância estrutural apesar da pressão de curto prazo.
Com a desvalorização consolidada nos 95 MZN, o mercado acompanha atentamente se o título encontrará suporte neste patamar ou se poderá voltar a aproximar-se dos níveis inferiores registados anteriormente.