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CDM Cai 23%, Mas Continua a Liderar a Liquidez em 37,21 milhoes MZN

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A CDM registou uma correcção expressiva de 23,07% na sessão desta terça-feira, 26 de novembro, recuando para MZN 60,00. Apesar da forte pressão vendedora no dia, o título manteve-se como o activo mais líquido da Bolsa de Valores de Moçambique, ao movimentar 37,21 milhões de meticais, um volume amplamente superior ao de qualquer outro instrumento negociado.

A queda diária contribuiu para uma variação semanal negativa de -5,14% e um recuo mensal de -14,22%, reflectindo um período de maior volatilidade. Ainda assim, no horizonte de seis meses, a CDM sustenta um crescimento sólido de 57,89%, demonstrando capacidade de valorização consistente mesmo após correções fortes.

O comportamento de preços no último ano reforça essa leitura. O mínimo anual de MZN 35,55 (13 de dezembro) e o máximo de MZN 87,00 demonstram que o título já percorreu ciclos amplos de recuperação. Nos últimos três meses, o ponto mais baixo havia sido MZN 52,10 a 21 de outubro, mostrando que a correção atual se mantém acima de suportes técnicos recentes.

Com 159 mil milhares de acções em circulação, uma capitalização bolsista de MZN 9,54 mil milhões e valor da firma de MZN 2,73 mil milhões, a CDM preserva fundamentos empresariais sólidos que continuam a atrair investidores institucionais.

No ranking de liquidez do dia, a empresa dominou amplamente, seguida pela CMH-C (MZN 2,418 milhões), HCB (MZN 1,443 milhões), Tropigália (MZN 652 mil) e EMOSE (MZN 140 mil). A concentração de operações confirma o papel da CDM como principal barómetro da confiança do mercado.

Analistas veem oportunidade de compra

Segundo a leitura dos analistas da EDUC INVEST,  a forte correcção desta sessão abre uma janela estratégica de entrada para investidores atentos com visão de médio e longo prazo. A combinação entre:

queda acentuada de 23,07%,

valorização acumulada de 57,89% em seis meses,

fundamentos sólidos e liquidez dominante,

e um preço actual 36% abaixo do máximo anual (MZN 87,00),

coloca a acção num patamar considerado atrativo para reposicionamento.

Para os analistas, a magnitude da liquidez negociada mesmo em dia de queda demonstra que o interesse pelo activo permanece elevado, sugerindo que a correção pode estar mais ligada a ajustes de curto prazo do que a alterações nos fundamentos da empresa.

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