HCB recua para MZN 3,05
A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) encerrou a sessão mais recente a MZN 3,05, uma desvalorização diária de 6,44% que interrompeu a sequência de estabilidade semanal, já que o título permanece inalterado no acumulado de sete dias.
No entanto, no horizonte mensal, a acção ainda apresenta uma ligeira valorização de 2,01%, enquanto no período de seis meses acumula um crescimento expressivo de 20,55%, refletindo uma recuperação gradual após uma fase prolongada de pressão vendedora.
Nos últimos 12 meses, o título registou o preço mais baixo a MZN 2,03, no dia 29 de maio, antes de avançar para o máximo anual de MZN 5,62. Apesar desse pico, o valor mais alto anterior situou-se em MZN 4,50, alcançado em 15 de maio. Numa análise mais curta, nos últimos três meses o preço mínimo foi de MZN 2,27, observado a 9 de setembro, evidenciando que a acção atravessou períodos de forte oscilação, mas sustentou tendência de recuperação até outubro.
Em termos fundamentais, a HCB apresenta um valor de mercado estimado em MZN 80,86 mil milhões, enquanto o valor da firma se situa em MZN 55,59 mil milhões, suportado por um total de 26,51 mil milhões de acções em circulação. Na sessão, o volume de negociação atingiu 45.750 acções, mantendo o título entre os mais negociados do dia.
No ranking de liquidez, a HCB ocupou a terceira posição, com MZN 1,40 milhões transaccionados, atrás da CDM líder destacada com MZN 37,08 milhões e da CMH-C, que somou MZN 1,93 milhões. Tropigália (TRO-B) movimentou MZN 642,5 mil, enquanto EMOSE registou MZN 123,6 mil. ARKO-S, por sua vez, voltou a encerrar o dia sem qualquer movimento.
Apesar da queda diária acentuada, os dados de médio prazo colocam a HCB numa posição relativamente resiliente, especialmente considerando a recuperação desde os mínimos de maio. A evolução nas próximas sessões poderá indicar se o ajuste actual representa apenas uma correção técnica ou o início de um novo ciclo de pressão sobre o título.
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