De acordo com os dados do mercado, a HCB não registou alterações na variação mensal nem no desempenho dos últimos seis meses, ambos fixados em 0,00%, sinalizando um período de estagnação após oscilações significativas ao longo do ano.
Nos últimos 12 meses, o preço da acção atingiu um mínimo de 2,03 meticais no dia 29 de Maio, antes de iniciar um movimento de valorização que levou o título a alcançar um máximo de 5,62 meticais. Ainda assim, antes desse pico anual, a acção registou um valor máximo intermédio de 4,50 meticais no dia 19 de Maio. Já nos últimos três meses, o preço mais baixo foi de 2,27 meticais, observado a 9 de Setembro, evidenciando a pressão vendedora no curto prazo.
Em termos de capitalização, a HCB apresenta um valor de mercado de cerca de 79,5 mil milhões de meticais, enquanto o valor da firma está estimado em aproximadamente 54,3 mil milhões de meticais. A empresa conta com cerca de 26,5 milhões de acções em circulação. O volume de negociação registado foi relativamente modesto, situando-se em 15.816 acções, o que pode indicar menor interesse dos investidores no curto prazo.
No ranking de empresas com maior valor negociado, a HCB ocupa a terceira posição, com um montante transaccionado de 1,22 mil milhões de meticais, ficando atrás da CDM e da CMH-C.
Analistas apontam que a actual queda das acções da HCB pode estar associada à cautela dos investidores face ao contexto económico e à falta de catalisadores de curto prazo que impulsionem o título. Ainda assim, a empresa mantém-se como uma das mais relevantes do mercado bolsista nacional, sendo vista como um activo estratégico no sector energético moçambicano.
Apesar da pressão recente sobre o preço, o desempenho histórico mostra que a acção da HCB já demonstrou capacidade de recuperação, o que mantém as expectativas dos investidores divididas entre prudência no curto prazo e confiança no potencial de médio e longo prazo.