A desvalorização diária acentua a tendência negativa do título no curto prazo, reflectida também numa variação semanal negativa de 3,12%. Ainda assim, no acumulado mensal, a acção mantém uma ligeira valorização de 1,64%, contrastando com o desempenho de médio prazo, onde a HCB acumula uma queda de 16,89% nos últimos seis meses.
Nos últimos 12 meses, a cotação da HCB oscilou entre um mínimo de 2,03 meticais, registado a 29 de Maio, e um máximo de 5,62 meticais, evidenciando elevada volatilidade. Antes de atingir este pico anual, o valor mais alto observado foi de 4,50 meticais, no dia 19 de Maio. Já nos últimos três meses, o preço mais baixo fixou-se em 2,27 meticais, a 9 de Setembro, reforçando a pressão descendente sobre o título.
Apesar da queda recente, a HCB mantém-se como uma das maiores empresas cotadas na Bolsa de Valores de Moçambique, com um valor de mercado estimado em 82,19 mil milhões de meticais e um valor da firma de cerca de 56,91 mil milhões de meticais. A empresa conta com aproximadamente 26,5 milhões de acções em circulação.
O volume de negociação da sessão foi de 17.205 acções, com a HCB a ocupar a terceira posição no ranking de empresas com maior valor negociado, totalizando cerca de 991,3 milhões de meticais, atrás da CDM e da CMH-C.
Analistas de mercado consideram que a descida de quase 5% num único dia evidencia a sensibilidade do título ao sentimento dos investidores e à dinâmica de curto prazo do mercado. Apesar de ser vista como um activo estratégico no sector energético, a acção da HCB continua a negociar abaixo dos níveis máximos registados ao longo do último ano, mantendo os investidores cautelosos quanto à sua evolução nos próximos meses.