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CMH-C cai 4,55% e fecha a 3.150 MZN

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As acções da CMH-C encerraram a sessão de 7 de Janeiro de 2026 em queda, ao desvalorizarem 4,55%, fixando-se em 3.150,00 Meticais. O desempenho negativo reforça a tendência descendente observada desde o início do ano e confirma a entrada do título numa fase de correcção acentuada, após os máximos alcançados em 2025.

A magnitude da pressão vendedora torna-se mais evidente nos indicadores de curto e médio prazo. No acumulado semanal, a CMH-C regista uma queda expressiva de 28,41%, enquanto no balanço mensal e nos últimos seis meses a desvalorização situa-se em 17,11%. Estes resultados representam uma inversão clara face ao comportamento observado ao longo do último ano, período em que a acção chegou a negociar em patamares substancialmente mais elevados.

O histórico recente evidencia elevada volatilidade. Nos últimos 12 meses, o título oscilou entre um mínimo de 2.750 Meticais, registado a 6 de Fevereiro, e um máximo de 5.000 Meticais, atingido num contexto de forte optimismo do mercado. Já em Janeiro, a CMH-C chegou a tocar 4.500 Meticais no dia 15, antes de iniciar uma trajectória descendente mais pronunciada. Nos últimos seis meses, o preço mais baixo foi de 3.000 Meticais, observado a 1 de Setembro, enquanto, no curto prazo, o mínimo dos últimos três meses fixou-se em 3.300 Meticais, a 6 de Janeiro, nível já superado em baixa pela cotação actual.

Apesar da desvalorização, a CMH-C mantém-se como o título mais líquido da sessão, liderando o ranking diário de negociação, com um valor negociado de cerca de 3,34 milhões de Meticais, à frente de empresas de referência como a HCB e a CDM. O volume transaccionado, de aproximadamente 2,45 milhões de Meticais, indica que o interesse dos investidores permanece elevado, embora dominado por movimentos de realização de mais-valias e ajustamento de posições.

A evolução do título ocorre num contexto mais amplo em que o mercado accionista moçambicano registou, em 2025, um crescimento histórico superior a 500% no volume de negociação, com a CMH-C entre os activos mais dinâmicos desse período. A correcção actual surge, assim, como um possível reajuste técnico, após uma fase de forte valorização e intensa actividade transaccional.

Com uma capitalização bolsista estimada em cerca de 18,7 mil milhões de Meticais, a CMH-C continua a afirmar-se como um dos activos de maior peso na Bolsa de Valores de Moçambique. Ainda assim, o comportamento recente do preço aponta para um momento de maior cautela, em que os investidores reavaliam expectativas, risco e perspectivas do sector imobiliário cotado.

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