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CDM cai 2,5% e fecha a 78 MZN

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As acções da CDM encerraram a sessão de 7 de Janeiro de 2026 com uma ligeira desvalorização de 2,50%, fixando-se em 78,00 Meticais, num movimento interpretado pelo mercado como uma consolidação técnica após uma fase de valorização expressiva em 2025.

 Apesar da queda diária, a CDM mantém uma trajectória positiva, sustentada por ganhos acumulados no curto, médio e longo prazo. No acumulado semanal, o título apresenta uma valorização de 4,00%, enquanto no desempenho mensal o ganho atinge 30,00% e, nos últimos seis meses, acumula uma subida de 16,42%, refletindo confiança consistente dos investidores mesmo diante de ajustamentos pontuais.

O histórico recente evidencia forte volatilidade. Nos últimos 12 meses, a CDM oscilou entre um mínimo de 37,50 Meticais, registado a 9 de Junho, e um máximo de 90,00 Meticais, atingido durante o pico de valorização do título no último trimestre de 2025. Mais recentemente, a cotação chegou a 87,00 Meticais a 28 de Outubro, entrando posteriormente numa fase de consolidação. Nos últimos seis meses, o mínimo foi de 50,00 Meticais a 21 de Agosto, enquanto nos últimos três meses, o preço mais baixo situou-se em 52,10 Meticais a 21 de Outubro, níveis significativamente abaixo da cotação atual, indicando que a CDM mantém suporte sólido mesmo durante movimentos de realização de ganhos.

Apesar de um volume de negociação reduzido na sessão, com apenas 312 acções transaccionadas, a CDM continua a liderar a atenção dos investidores na Bolsa, sustentada por uma capitalização aproximada de 12,4 mil milhões de Meticais e pelo peso estratégico que mantém no índice de referência do mercado. O valor negociado recentemente demonstra que, mesmo com ajustes diários, o interesse por este título permanece elevado, especialmente entre investidores institucionais que acompanharam o crescimento histórico da empresa em 2025.

O desempenho da CDM deve ser analisado no contexto do mercado moçambicano, que em 2025 registou um crescimento recorde de cerca de 538% no volume global de negociação, atingindo 228,36 milhões de Meticais, impulsionado por operações de grande dimensão e pelo regresso do interesse institucional. Durante esse período, a CDM destacou-se como um dos títulos mais negociados, representando um dos maiores crescimentos individuais de volume de negociação na Bolsa. Este histórico explica parte da liquidez e do interesse contínuo no início de 2026.

A cotação atual de 78 Meticais situa-se abaixo dos máximos históricos de 90 Meticais, mas permanece acima de suportes críticos, o que sugere que o movimento de queda de 2,5% é mais um ajuste técnico do que um sinal de reversão estrutural. Analistas do mercado indicam que a CDM continua atraente para investidores que buscam exposição ao setor, equilibrando realização de ganhos, liquidez e expectativa de valorização futura.

A evolução do título também demonstra que o mercado moçambicano está a tornar-se mais maduro, com investidores a adotarem estratégias mais seletivas e conscientes do risco. Este comportamento reforça a CDM como um ativo estratégico e de referência, cujo desempenho influencia a percepção do mercado sobre empresas de grande porte e ativos imobiliários cotados, mantendo-se como um dos pilares da Bolsa de Valores de Moçambique.

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Comentários
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azarias_jordao
1 week atrás

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