CMH-C sobe 20,48% e fecha a 3.795 MZN
As acções da CMH-C registaram uma forte valorização diária de 20,48% na sessão de 8 de Janeiro, encerrando a negociação a 3.795,00 Meticais, numa recuperação expressiva face ao fecho da sessão anterior, em que o título havia recuado 4,55%, fixando-se em 3.150,00 Meticais.
O movimento de alta surge após um período marcado por elevada pressão vendedora e forte correcção técnica, reflectindo uma reacção activa do mercado, num contexto de ajustamento de posições e recomposição de carteiras. Apesar do ganho expressivo do dia, o desempenho acumulado da acção mantém-se frágil no curto prazo: no balanço semanal, a CMH-C apresenta ainda uma queda de 13,75%, enquanto no mensal e nos últimos seis meses a variação permanece marginalmente negativa (-0,13%).
O histórico recente confirma um ambiente de elevada volatilidade. Nos últimos 12 meses, o preço da CMH-C oscilou entre um mínimo de 2.750 Meticais, registado a 6 de Fevereiro, e um máximo de 5.000 Meticais. Antes desse pico, o valor mais alto efectivamente observado foi de 4.500 Meticais, a 15 de Janeiro, ponto a partir do qual se iniciou uma trajectória descendente mais pronunciada.
Já nos últimos seis meses, o preço mais baixo foi de 3.000 Meticais, registado a 1 de Setembro, enquanto, nos últimos três meses, o mínimo situou-se em 3.300 Meticais, observado a 6 de Janeiro, nível já superado em baixa antes da recuperação actual.
Do ponto de vista estrutural, a CMH-C apresenta uma capitalização bolsista estimada em cerca de 22,5 milhões de Meticais, com um valor da firma próximo de 12,5 milhões de Meticais e um total de 5,93 milhões de acções emitidas. O volume de negociação da sessão atingiu 72.105 acções, confirmando a manutenção de interesse por parte dos investidores, mesmo num ambiente de maior incerteza.
No ranking diário de negociação da Bolsa, a CMH-C voltou a destacar-se como o título mais líquido da sessão, com cerca de 3,40 milhões de Meticais negociados, superando empresas de referência como a HCB e a CDM. Este dado sugere que a valorização do dia não resulta apenas de movimentos pontuais, mas de uma dinâmica activa de mercado, marcada por reacções rápidas a níveis técnicos relevantes.
A evolução do título deve ser analisada à luz do contexto mais amplo do mercado accionista moçambicano, que em 2025 registou um crescimento histórico superior a 500% no volume de negociação, tendo a CMH-C figurado entre os activos mais dinâmicos desse período. A recuperação observada na sessão de 8 de Janeiro surge, assim, como um possível ressalto técnico, após uma fase de correcção intensa, mas ainda insuficiente para confirmar uma inversão sustentada de tendência.
Em síntese, a sessão de 8 de Janeiro devolveu fôlego às acções da CMH-C, mas o comportamento semanal e mensal do título indica que o mercado permanece em modo de cautela, num equilíbrio delicado entre oportunidades de curto prazo e riscos associados à elevada volatilidade do activo.
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