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CDM valoriza 7,69% para MZN 63,00

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A acção da Cervejas de Moçambique (CDM) registou uma valorização diária expressiva de 7,69%, fixando-se nos MZN 63,00, num movimento que sinaliza uma reacção do mercado após várias sessões de forte pressão vendedora.

 A subida ocorre num contexto de elevada volatilidade e liquidez limitada, factores que têm amplificado os movimentos do título na Bolsa de Valores de Moçambique, tornando cada variação diária particularmente relevante para os investidores.

Apesar do ganho no curto prazo, o desempenho agregado continua fragilizado. Em termos semanais, a CDM acumula uma queda de 19,23%, enquanto no horizonte mensal a desvalorização atinge 13,70%, evidenciando que a valorização observada representa, para já, um ressalto técnico num processo mais amplo de correcção. Ainda assim, num período de seis meses, a variação negativa é mais contida (-4,55%), sugerindo que o título se encontra numa fase de transição entre correcção e consolidação.

A leitura do comportamento histórico reforça esta dinâmica. Nos últimos 12 meses, a CDM registou o mínimo de MZN 37,50 a 9 de Junho, num período de fraca procura e maior aversão ao risco. A partir desse nível, o título iniciou uma trajectória de valorização acelerada, atingindo um máximo relevante de MZN 87,00 a 28 de Outubro, muito próximo do pico absoluto de MZN 90,00. Este movimento representou uma das maiores valorizações do mercado no período, mas foi seguido por uma fase natural de realização de lucros, que trouxe o preço para os níveis actuais.

No curto e médio prazo, o mercado passou a reconhecer níveis técnicos de referência. O preço mínimo dos últimos seis meses, de MZN 50,00 (21 de Agosto), e o mínimo dos últimos três meses, de MZN 52,10 (21 de Outubro), funcionam como zonas de suporte, ajudando a explicar o interesse comprador observado em torno dos níveis actuais. A recuperação para MZN 63,00 indica que parte do mercado considera estes preços mais alinhados com o equilíbrio entre risco e retorno.

Do ponto de vista estrutural, a CDM apresenta uma capitalização bolsista de cerca de MZN 10,0 milhões, um valor da firma de MZN 3,21 milhões e um total de 159.000 acções emitidas. O volume de negociação de apenas 378 acções confirma uma liquidez reduzida, característica que torna o título particularmente sensível a ordens pontuais de compra ou venda, intensificando a volatilidade observada nas últimas semanas.

A análise do ranking de empresas por valor negociado reforça esta leitura. No período em análise, a CDM ocupa a 3.ª posição, com MZN 332.454 transaccionados, ficando atrás da CMH, que lidera com MZN 3,52 milhões, e da HCB, com MZN 867.959. Este posicionamento evidencia que, embora a CDM esteja entre os títulos mais negociados do mercado, o seu volume é significativamente inferior ao dos líderes, o que ajuda a explicar porque pequenas variações de procura geram oscilações percentuais mais acentuadas no preço.

Em síntese, a valorização diária de 7,69% representa um sinal positivo de curto prazo, mas ainda insuficiente para inverter a tendência correctiva observada nos horizontes semanal e mensal. A posição da CDM no ranking de negociação confirma o interesse do mercado, mas também expõe as limitações de liquidez que exigem cautela, gestão activa de risco e acompanhamento atento por parte dos investidores.

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