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EMOSE cai 21,05% e fecha a MZN 15,00

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As acções da EMOSE registaram uma queda expressiva de 21,05% no pregão de 15 de Janeiro, encerrando a sessão cotadas a MZN 15,00, num dia marcado por forte pressão vendedora e actividade relevante no mercado. O volume de negociação atingiu 525 acções, reflectindo um reposicionamento claro dos investidores após a acção ter negociado recentemente em níveis mais elevados.

A descida diária contrasta com a estabilidade semanal e mensal (0,00%), sugerindo que o movimento se concentrou essencialmente nesta sessão, enquanto, no médio prazo, a EMOSE mantém ainda uma valorização de 3,45% nos últimos seis meses, sinalizando resiliência apesar do choque de curto prazo.

Nos últimos 12 meses, a trajectória do título foi marcada por elevada volatilidade. O mínimo anual de MZN 10,00, registado a 18 de Junho, antecedeu uma recuperação significativa que levou o preço até MZN 21,75, máximo do período. Mais recentemente, a acção atingiu MZN 20,00 no dia 23 de Novembro, antes de entrar na actual fase de correcção. Em horizontes mais curtos, o mínimo dos últimos seis meses foi de MZN 12,00, observado a 21 de Julho, enquanto nos últimos três meses o preço mais baixo foi de MZN 14,00, registado a 5 de Janeiro, níveis que agora ganham relevância como referências técnicas.

O fecho a MZN 15,00 coloca a EMOSE acima dos mínimos recentes, mas bem abaixo dos máximos alcançados no final de 2025, evidenciando um ajuste rápido das expectativas do mercado. Do ponto de vista dos indicadores, a empresa apresenta um valor de mercado de MZN 442,5 mil, um valor da firma de MZN 213,8 mil e um total de 29,5 mil acções emitidas, números que reforçam a sensibilidade do preço a movimentos relativamente reduzidos de negociação.

Apesar de não liderar o ranking diário, a EMOSE integrou o grupo dos títulos mais negociados da Bolsa de Valores de Moçambique, num dia dominado pela CMH-C e pela HCB. O comportamento do título no pregão de 15 de Janeiro confirma a EMOSE como um activo de elevada volatilidade, onde movimentos pontuais de venda podem gerar variações acentuadas de preço.

A queda de 21,05% coloca a EMOSE num momento decisivo, em que a capacidade de manter-se acima dos suportes recentes poderá ser determinante para estabilizar o preço nos próximos pregões. Para os investidores, o episódio reforça a importância de acompanhar de perto liquidez, timing e gestão de risco, num mercado onde oscilações bruscas continuam a marcar o ritmo.

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