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Pequenos Investidores Excluídos da Bolsa de Valores de Moçambique, Afirma CEO da EDUC INVESTIMENTOS Lda

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o PCA (Presidente do Conselho de Administração) da Bolsa de Valores, Salim Crípton Valá, afirmou desconhecer a prática de exigência de capitais mínimos e prometeu investigar a situação. Valá garantiu ainda que "não existem obstáculos legais e regulamentares de nenhuma natureza" que impeçam a inclusão dos pequenos investidores.

Durante a 17ª edição do Economic Briefing, Armando Macuácua, CEO da EDUC INVESTIMENTOS Lda, expressou preocupação com a falta de inclusão dos pequenos investidores na Bolsa de Valores de Moçambique. Ele destacou que o crescimento da bolsa não contempla adequadamente esse segmento, em grande parte devido à exigência de capitais mínimos por alguns operadores de bolsa, valores frequentemente inacessíveis às poupanças e possibilidades financeiras dos pequenos investidores.

Questionado sobre o tema, o PCA (Presidente do Conselho de Administração) da Bolsa de Valores, Salim Crípton Valá, afirmou desconhecer a prática de exigência de capitais mínimos e prometeu investigar a situação. Valá garantiu ainda que "não existem obstáculos legais e regulamentares de nenhuma natureza" que impeçam a inclusão dos pequenos investidores.

Macuácua, aproveitou a oportunidade para questionar o PCA sobre as estratégias da Bolsa de Valores para atrair pequenos investidores. Valá revelou que uma das principais estratégias da Bolsa de Valores é promover correctoras autônomas, em contraste com bancos. Desde 2017, essa iniciativa resultou na entrada de quatro novos operadores de bolsa independentes. Além disso, ele destacou que a inclusão de pequenos investidores também depende do governo e das empresas, que, no momento da admissão à cotação, decidem a parte das acções destinada a esse segmento.

Valá anunciou ainda um plano ambicioso para abrir o capital da Bolsa de Valores de Moçambique, permitindo que indivíduos adquiram acções da instituição. "Queremos abrir o capital na bolsa, como acontece em outras bolsas. Definiremos uma parte para trabalhadores da bolsa e outra para investidores de pequena dimensão," destacou. Ele afirmou que essa prática está alinhada com os princípios de responsabilidade social, ambiental e de boa governança.

Actualmente, a Bolsa de Valores de Moçambique conta com 16 empresas cotadas, 19 operadores de bolsa e 26.306 titulares registrados na central de valores mobiliários. Essas iniciativas visam fortalecer a inclusão e ampliar a participação dos pequenos investidores no mercado de capitais.

Por: Armando Macuacua

Editor: Amos Maure

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